Les écharpes

By Carlos Lima

Foulard, écharpe, étole, châle, carré – os franceses têm tantas denominações para um mesmo acessório, que não é de surpreender que seu uso seja igualmente diversificado.

Pode vir amarrado à frente do manteau com um simples nó. Ou com uma das pontas livres e a outra por sobre o ombro. Com duas voltas ao redor pescoço finalizadas por um nó central, e suas pontas escondidas dentro do pardessus. Ou então enlaçados nas alças das bolsas, nas cinturas, em torno da cabeça prendendo os cabelos, ou por cima dos casacos, originando um xale.

As écharpes têm tamanha versatilidade que seu uso parece ser limitado apenas pela criatividade. Muito embora não haja, aparentemente, um denominador comum entre as diversas maneiras de ostentar o acessório, as francesas parecem concordar em um único aspecto: carrés Hermés.

Os carrés Hermés são, talvez, um dos símbolos franceses mais fortes no que tange à moda. Passam de uma geração para outra e fazem parte do patrimônio e da história das famílias francesas, como os móveis e as obras de arte. Desenhados por artistas conhecidos, os lenços seguem um longo processo de fabricação, necessitando em média 24 cores diferentes durante sua execução. O resultado é refletido na excelência da qualidade.

Entre tantas cerimônias e rituais franceses, os scarfs figuram ainda, soberanos, como símbolo da tradicional elegância parisiense – desde os dias frios de outono, até as agradáveis e ensolaradas manhãs de primavera. Afinal, quando as folhas caem, as francesas não hesitam em adquirir cada novo modelo para compor sua coleção.

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